
Boletim: Haiti abre primeira casa de acolhimento estatal, pacto da UE fortalece proteção a refugiados
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Segundo a agência da ONU para igualdade de gênero (ONU Mulheres), o novo abrigo, anunciado na sexta-feira, vai oferecer a sobreviventes proteção, apoio psicossocial e assistência para reconstruir suas vidas em meio à escalada da violência de gangues no Haiti.
Falando de Porto Príncipe, a representante da agência Marie Goretti Nduwayo disse que a violência crescente de gangues — que já causou insegurança generalizada e deslocamento em massa — costumava se concentrar na capital haitiana, mas agora está “se espalhando pelo país todo”, forçando ainda mais pessoas a deixar suas casas.
O resultado é um trauma profundo e duradouro, principalmente para mulheres e meninas. Nduwayo citou dados mostrando que a violência sexual cresceu 163% em 2025, em comparação ao ano anterior, atingindo cerca de 1.670 mulheres e quase 200 meninas. A ONU Mulheres apoia todas as mulheres e meninas no Haiti, trabalhando com as autoridades para oferecer assistência que salva vidas e ajudá-las a reconstruir suas vidas. A primeira casa de acolhimento estatal do Haiti representa um marco importante no enfrentamento à violência de gênero, segundo a agência.
Em outra frente, agências da ONU para refugiados e migração saudaram a entrada em vigor, na sexta-feira, do Pacto sobre Migração e Asilo da União Europeia. O Acnur e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) descreveram o pacto como uma oportunidade de ir além de respostas guiadas por crises e construir uma abordagem mais previsível e coordenada para migração e proteção a refugiados em toda a Europa.
As reformas podem ajudar a tornar os sistemas de asilo mais eficientes e consistentes, segundo a ONU, reduzindo represamentos e dando a refugiados e solicitantes de asilo mais certeza e acesso mais rápido à proteção. “A prioridade é transformar as reformas em resultados práticos para Estados, comunidades e pessoas em movimento”, disse Amy Pope, diretora-geral da OIM.
O Alto Comissário da ONU para Refugiados, Barham Salih, chamou o pacto de “um passo importante na direção certa”, acrescentando que a implementação precisa garantir acesso à proteção, respeitar os direitos humanos e apoiar retornos seguros para quem não é elegível ao asilo. O Acnur e a OIM destacaram medidas como assistência jurídica mais forte, identificação precoce de pessoas vulneráveis e novos mecanismos de monitoramento nas fronteiras externas. As agências ressaltam que a implementação vai determinar se as reformas entregam resultados justos e humanos.










