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Ele vê jovens que, como ele, chegaram a Uganda depois de fugir da insegurança na República Democrática do Congo (RDC). Muitos tentam continuar os estudos, encontrar oportunidades e construir um futuro em um lugar onde o dia a dia pode ser difícil.
Stephane sabe como é fácil para jovens refugiados perderem o rumo. “Quando cheguei aqui como refugiado, encontrei muitos desafios”, disse ele. “Vi como é fácil para um jovem refugiado perder o controle sobre seu futuro.”
Para alguns, disse ele, o reassentamento no exterior pode parecer a única esperança. Mas esse processo pode levar anos, às vezes décadas. Enquanto isso, muitos jovens ficam esperando, com acesso limitado a educação, atividades ou trabalho.
Foi essa percepção que levou Stephane e seus companheiros de equipe a promover uma mudança. Em 2024, ele fundou a Refugee Basketball Academy (RBA), uma iniciativa que empodera jovens refugiados e marginalizados por meio do esporte, mentoria e educação.
Ele usou o treinamento em empreendedorismo que recebeu pela Fundação Cosmo para transformar uma pequena ideia em um programa que já treinou mais de 100 jogadores. A academia realiza treinos, torneios e sessões de mentoria. Também grava vídeos dos jogadores para ajudar a conectá-los com escolas e outras oportunidades. Até agora, disse Stephane, sete jovens receberam bolsas de estudo através do programa. Mas, para ele, o objetivo não é apenas formar atletas fortes. “Nós não formamos só jogadores de basquete, estamos formando líderes”, disse ele.
Os dias de Stephane são cheios. Ele acorda cedo para treinar, frequenta a Universidade Cavendish, onde estuda gestão e empreendedorismo, e volta à quadra mais tarde para treinar e orientar jogadores mais jovens. Ele diz que a quadra dá aos jovens estrutura, confiança e um lugar para se sentirem parte de algo. Para muitas crianças e adolescentes refugiados que viveram guerra ou deslocamento, o basquete também oferece uma rara sensação de calma. “Quando estamos aqui, sentimos paz”, disse ele.
Stephane espera expandir a academia para outras comunidades e campos de refugiados em Uganda, para que mais jovens possam ter acesso a treinamento, mentoria e apoio para continuar na escola. Ele também quer que os jovens refugiados se enxerguem de forma diferente, não apenas como pessoas esperando ajuda, mas como pessoas com habilidades, ideias e futuros que valem a pena investir. “Estamos deixando casas”, disse ele sobre os refugiados forçados a fugir. “Mas estamos carregando talentos conosco.”
Apaixonado por liderança jovem e desenvolvimento sustentável, Stephane está comprometido em contribuir para a Agenda 2030 por meio do empoderamento, do esporte e da educação. Às vésperas do Dia Mundial do Refugiado, sua mensagem é simples: ser refugiado não deveria ser visto como o fim dos sonhos de alguém. Para Stephane, a quadra de basquete é um lugar onde esses sonhos podem recomeçar.











