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Barham Salih destacou as contribuições que refugiados dão às comunidades que os acolhem, como trabalhadores, estudantes, vizinhos, artistas, atletas, empreendedores e líderes. “Quando têm a oportunidade, eles reconstroem suas vidas e ajudam a fortalecer as sociedades ao redor deles”, disse ele, às vésperas do Dia Mundial do Refugiado, celebrado anualmente em 20 de junho.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, divulgou uma mensagem pedindo apoio mais forte para as pessoas forçadas a fugir e para as comunidades que as acolheram. “À medida que as divisões se aprofundam em nosso mundo, conflitos novos e prolongados estão obrigando milhões de mulheres, crianças e homens a buscar segurança longe de casa”, disse ele. Ele ressaltou que “esses tempos turbulentos” exigem solidariedade renovada e ação robusta para proteger refugiados.
“Fugir de casa em busca de segurança é uma das escolhas mais difíceis que alguém pode fazer. Eu sei disso por experiência própria”, disse Salih, que quando jovem fugiu da repressão no Iraque. O Alto Comissário insistiu que “embora uma pessoa possa, por um tempo, ser definida como refugiada, tornar-se refugiado não deveria definir a vida de uma pessoa”. Ele alertou que milhões de refugiados “se veem presos em uma dependência, contando com uma quantidade cada vez menor de ajuda para sua sobrevivência diária”.
Embora a assistência humanitária continue sendo indispensável para salvar vidas em emergências, muitos refugiados passam anos, ou até décadas, em deslocamento prolongado. “Ser refugiado deveria ser uma condição temporária, não um destino para a vida toda”, disse ele. “Por isso, tracei uma meta ambiciosa: reduzir pela metade, em dez anos, o número de refugiados vivendo em deslocamento prolongado e dependentes de assistência humanitária.” Os esforços vão se concentrar em países de baixa e média renda que abrigam a maioria dos refugiados. “Alcançar essa meta… melhoraria imensamente a vida de milhões de pessoas. É assim que podemos passar de simplesmente gerenciar o deslocamento para resolvê-lo”, disse ele.
A celebração deste ano do Dia Mundial do Refugiado também marca o 75º aniversário da Convenção dos Refugiados. O tratado de 1951, adotado logo após a Segunda Guerra Mundial, consagrou que qualquer pessoa forçada a fugir de guerra, conflito ou perseguição tem o direito de buscar segurança e proteção. “Precisamos continuar honrando essa promessa. Até que todos estejam seguros, nenhum de nós está seguro”, disse Salih. “Isso não é apenas uma declaração de solidariedade, mas um chamado à ação. Porque o direito de buscar segurança foi criado para momentos como este, e cabe a todos nós defendê-lo.”
O Alto Comissário chefia o Acnur, que está mobilizando jovens para se posicionarem ao lado dos refugiados e defenderem o direito de asilo sob o tema deste Dia Mundial do Refugiado, “Até que Todos Estejam Seguros”. A campanha desafia estereótipos sobre refugiados e ressalta que o direito de buscar segurança vai além de simplesmente escapar da guerra ou da violência. A campanha também complementa a meta de reduzir pela metade, até 2035, o número de refugiados em deslocamento de longo prazo — meta traçada inicialmente no recente Relatório de Tendências Globais do Acnur. A visão “50 até 35” busca ampliar o acesso de refugiados a oportunidades de trabalho, educação nacional, saúde e sistemas de proteção social, em esforços para fomentar a autossuficiência e reduzir a dependência de ajuda.











