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Direitos Humanos

Relatores da ONU pedem proteção de civis em meio à violência no Oriente Médio

3 min de leitura

Especialistas de direitos humanos da ONU condenaram a intensificação da guerra entre Estados Unidos e Irã e a sua propagação por toda a região, algumas semanas após a assinatura de um Memorando de Entendimento de 14 pontos destinado a encerrar os combates.

Em nota divulgada nesta quinta-feira, o grupo afirma que “abandonar esses compromissos prejudica as perspectivas de paz, prejudica os direitos humanos das vítimas de guerra e mina a confiança mútua nos acordos necessários para encerrar permanentemente o conflito”.

Durante a noite de 12 a 13 de julho, ataques militares e contra-ataques entre Estados Unidos e Irã marcaram uma escalada significativa do conflito. Os impactos foram relatados em vários países do Golfo, aumentando as preocupações com mais uma escalada regional.

Embarcações comerciais foram atacadas no Estreito de Ormuz, colocando em risco os marinheiros civis. As atividades comerciais que utilizam esta rota marítima se encontram praticamente interrompidas.

Os especialistas afirmaram que todas as partes do conflito devem observar os princípios de distinção, proporcionalidade e precaução destinados a proteger civis e bens civis, incluindo embarcações comerciais e suas tripulações.

O secretário-geral da Organização Marítima Internacional, OMI, Arsenio Dominguez, expressou profunda preocupação com os 6 mil marinheiros que ainda estão presos em cerca de 500 navios ancorados no Golfo Pérsico. Em entrevista para a ONU News, em Genebra, ele afirmou que esses profissionais são inocentes, e não têm treinamento para uma situação de combate. Além disso, as embarcações “não são preparadas para se defender contra mísseis e drones”. Dominguez destacou o papel crucial dos marinheiros no comércio global e disse que “sem eles, 90% das mercadorias transportadas por navios não conseguirão chegar aos seus destinos finais”, prejudicando toda a população mundial.

Relatos recentes indicam ataques a infraestruturas civis, incluindo portos no sul do Irã, bem como interrupções no fornecimento de energia, ataques nas proximidades de uma usina nuclear e danos a linhas ferroviárias. Uma usina de dessalinização também foi atingida, deixando, segundo informações, 10 mil iranianos sem água. Autoridades locais e a mídia iraniana também relataram ataques ao Aeroporto de Semnan, a um silo de trigo, a uma fábrica de água engarrafada e a áreas adjacentes a um hospital oncológico infantil, forçando a evacuação de pacientes.

Para o grupo de especialistas, ataques contra portos, energia e transporte afetam o acesso da população a alimentos, medicamentos e meios de subsistência em um país em profunda precariedade econômica. A nota declara que “o povo do Irã está mais uma vez preso entre os novos ataques dos Estados Unidos e a repressão interna de seu governo”. Desde o início da guerra, no final de fevereiro, agressões externas mataram milhares e deslocaram milhões. Simultaneamente, as autoridades iranianas continuaram a realizar execuções, em meio a relatos de detenções em massa, tortura e desaparecimentos forçados.

UN News

Conteudo institucional reproduzido de UN News, conforme politica de credito da fonte.

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