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Direitos Humanos

Unicef alerta para risco a crianças, um mês após terremotos na Venezuela

3 min de leitura

Sofrimento psicológico, violência e separação familiar continuam a afetar milhares de menores no país; cerca de 23 mil pessoas seguem em albergues temporários; danos a unidades de saúde e escolas impedem funcionamento de serviços essenciais.

Milhares de crianças na Venezuela estão sofrendo as consequências dos terremotos que abalaram o país, há um mês.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, lembra que dentre os impactos dos sismos estão deslocamento forçado, destruição de infraestruturas e a interrupção de serviços essenciais no país.

A agência da ONU afirmou que serão necessários cerca de US$ 65,7 milhões para responder as necessidades humanitárias nos próximos meses.

Os sismos, de magnitudes de 7.2 e 7.5 na escala de Richter, ocorridos no dia 24 de junho, causaram mais de 5.390 mortes, feriram mais de 16,7 mil pessoas e desencadearam mais de 1,4 mil réplicas nas semanas seguintes.

Entre as vítimas mais afetadas pela catástrofe, estão as crianças, que continuam a enfrentar episódios de sofrimento psicológico, violência, negligência, exploração e separação familiar.

O representante do Unicef na Venezuela, Manuel Rodríguez Pumarol, falou da importância da assistência humanitária contínua, de modo a garantir que as crianças tenham acesso à água segura, cuidados de saúde, proteção e serviços que garantem o seu bem-estar.

De acordo com o Unicef, cerca de 23 mil pessoas encontram-se atualmente em acampamentos temporários nas regiões do centro-norte venezuelano incluindo La Guaira, o estado mais afetado, no Distrito Capital, em Miranda e em Aragua.

As avaliações de danos continuam a revelar a dimensão do impacto dos terramotos nos espaços e infraestruturas, registando-se pelo menos 856 edifícios afetados, incluindo 190 que desabaram totalmente.

Os danos em unidades de saúde e em centenas de escolas interrompem os serviços essenciais para milhares de crianças, enquanto as réplicas contínuas representam um risco para as famílias que vivem em abrigos temporários.

Manuel Rodríguez Pumarol afirmou que as próximas semanas serão críticas para garantir um apoio sustentado capaz de evitar cenários de crise a longo prazo, acrescentando que as crianças devem estar no centro da resposta.

O Unicef tem vindo a distribuir alimentos e bens de higiene, a assegurar cuidados de saúde primários e serviços de nutrição, bem como a disponibilizar apoio psicossocial, promover atividades recreativas e garantir a gestão de casos e serviços especializados.

UN News

Conteudo institucional reproduzido de UN News, conforme politica de credito da fonte.

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