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A “Gamechanging Team” mostra de forma vívida o que é possível quando pessoas deslocadas, condenadas a uma vida em fuga por nenhuma culpa própria, encontram segurança, oportunidade e um acolhimento caloroso.
A “seleção titular” da agência da ONU para refugiados é formada por jogadores profissionais de futebol da atualidade, de todo o mundo, cujas vidas foram marcadas por deslocamento forçado, perseguição ou guerra.
“Este verão marca a maior Copa do Mundo já realizada. É um momento ideal para o Gamechanging Team do Acnur enviar uma mensagem de esperança a torcedores do mundo todo”, disse o chefe do Acnur, Barham Salih.
O time será capitaneado pelo ex-refugiado, jogador do Bayern de Munique e capitão da seleção canadense Alphonso Davies, nascido em um campo de refugiados em Gana, depois que seus pais fugiram da guerra na Libéria antes de se estabelecerem no Canadá.
Num mundo marcado por conflitos, com mais de 117 milhões de pessoas deslocadas à força globalmente, “nós mostramos o que é possível quando crianças encontram segurança e oportunidade. Em tempos como estes, espero que possamos trazer esperança e a crença de que, por mais difícil que seja o caminho, sempre dá para superar”, disse Davies, que também é embaixador da boa vontade do Acnur.
O time também conta com os jogadores do Real Madrid Eduardo Camavinga — nascido em Angola durante a guerra civil — e Antonio Rüdiger, cujos pais fugiram do conflito em Serra Leoa. A novidade sobre o time chega às vésperas do Dia Mundial do Futebol da ONU, celebrado em 25 de maio.
“Toda criança merece a chance de crescer, sonhar e ter sucesso”, disse Rüdiger. “Isso mostra o poder do futebol de ser mais do que um jogo para jovens refugiados — pode curar, pode trazer esperança, pode trazer pertencimento, também tem o poder de mudar vidas”, disse o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, durante sua entrevista coletiva diária em Nova York.
Crianças e jovens estão entre os mais vulneráveis durante o deslocamento por guerra, violência e perseguição. Alguns são separados de suas famílias, afetados por traumas, e alguns sofrem abusos. Para jovens refugiados e suas comunidades, esportes como o futebol podem desempenhar um papel de cura, ajudando a melhorar o bem-estar mental e físico, garantindo inclusão e apoiando o desenvolvimento.
“Cada integrante do time superou adversidades para realizar seus sonhos, e eles são um lembrete poderoso do que jovens deslocados podem alcançar quando encontram segurança e recebem oportunidades”, disse Salih.
Às vésperas do Dia Mundial do Futebol e da Copa do Mundo, diplomatas e funcionários da ONU vão a um campo improvisado no icônico North Lawn, ao lado da First Avenue em Manhattan, dentro do complexo da ONU, na terça-feira, para um torneio especial eliminatório. Embaixadores, ex-jogadores de futebol e funcionários da ONU — incluindo a presidente da Assembleia Geral, Annalena Baerbock — vão deixar de lado as lealdades nacionais habituais para competir juntos em grupos regionais. Com uma onda de calor recorde atingindo Nova York e temperaturas chegando perto de 40ºC, a UN News espera que diplomatas e todos os envolvidos consigam manter a calma em homenagem ao “jogo bonito”.











