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Festival de Parintins

Festival de Parintins 2026: Caprichoso apresenta projeto que valoriza ancestralidade e resistência amazônica

5 min de leitura

O Boi Caprichoso apresentou, na quarta-feira (24/06), o projeto artístico que levará para a arena do Bumbódromo durante o 59º Festival de Parintins, realizado pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa. Em coletiva de imprensa realizada no Curral Zeca Xibelão, em Parintins (distante 369 quilômetros de Manaus), o bumbá azul e branco detalhou o tema “Brinquedo que Canta Seu Chão”, proposta que conduzirá as três noites de apresentação do boi no festival.

O evento reuniu profissionais da imprensa, torcedores, artistas e integrantes do boi, marcando a apresentação oficial dos conceitos, narrativas e elementos que compõem o espetáculo preparado para a disputa deste ano.

Durante a coletiva, o presidente do Caprichoso, Rossy Amoedo, destacou o trabalho coletivo desenvolvido ao longo dos últimos meses e ressaltou a importância das pessoas que contribuem para o fortalecimento do Festival de Parintins.

“Estamos preparados. Vamos estar no chão, no tablado, na rampa, nos guindastes e nas arquibancadas. Esse é o Caprichoso que vibra, que acredita e que vive intensamente esse momento. Estamos prontos para fazer um grande festival e lutar pelo título de 2026”, afirmou.

Identidade que nasce do território

Presidente do Conselho de Artes do Caprichoso, Ericky Nakanome explicou que o tema “Brinquedo que Canta Seu Chão” propõe uma reflexão sobre a identidade do próprio boi enquanto símbolo cultural construído por gerações.

De acordo com ele, o espetáculo apresenta o Caprichoso não apenas como um personagem folclórico, mas como uma entidade que reúne memórias, afetos, pertencimento e uma relação profunda com seu território.

“Brinquedo que Canta Seu Chão é um tema de autoafirmação. O Caprichoso é muito mais do que um objeto feito de pano, espuma e isopor. Ele se tornou um símbolo que reúne sentimentos, histórias, pertencimento e identidade”, destacou.

O projeto artístico está estruturado em três grandes narrativas: “O Brinquedo do Povo Canta Parintins”, “O Brinquedo Ancestral Canta Amazônia” e “O Brinquedo da Resistência Canta Norte Brasil”. Os atos ampliam gradativamente a dimensão do espetáculo, partindo da realidade parintinense até alcançar toda a Amazônia e os povos do Norte do país.

A coletiva também contou com a participação de representantes dos povos indígenas Assurini, Xikrin e Arapium, reforçando a valorização dos saberes ancestrais e das culturas originárias presentes na proposta artística do Caprichoso.

Entre os convidados estiveram Raimundo Assurini, Verônica de Fátima Santos, Akauã Arapium, Takak Xikrin, de Parauapebas, e Ire-Xikrin, que integram a construção das referências culturais apresentadas pelo boi nesta edição do festival.

Construção artística de longo prazo

O apresentador do Caprichoso, Edmundo Oran, ressaltou que o projeto é resultado de mais de oito meses de trabalho desenvolvido pelo Conselho de Arte, envolvendo pesquisa, criação e planejamento artístico.

“Foi um trabalho construído ao longo de mais de oito meses, com dedicação diária do Conselho de Arte. É um projeto muito bonito e encantador, e a expectativa é a melhor possível. O ensaio técnico já permitiu mostrar um pouco do que será apresentado nas três noites”, afirmou.

Realizado com apoio do Governo do Amazonas, o Festival de Parintins se consolida como um dos maiores espetáculos culturais do país, promovendo a valorização da cultura amazônica, fortalecendo a economia criativa e projetando a identidade dos povos da região para o Brasil e o mundo.

Via Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas

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Fonte externa

Conteúdo republicado — por Mídia Ninja

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