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Milei é denunciado por usar recursos públicos em viagem ao Brasil para apoiar Flávio Bolsonaro

2 min de leitura

Javier Milei virou réu de uma denúncia formal por má gestão de recursos estatais. O motivo: usar o avião presidencial e toda a estrutura oficial da Argentina para ir a São Paulo participar do ato que lançou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência do Brasil.

A denúncia foi protocolada pelos advogados José Magioncalda e Juan Martín Fazio. A tese é direta: dinheiro do Estado argentino foi deslocado da sua função para bancar a presença do presidente num evento partidário de outro país, o que configuraria malversação de fundos e descumprimento dos deveres de funcionário público. Segundo o texto da ação, os recursos estatais serviram para atender interesse de uma facção política, e isso já teria produzido dano concreto às relações entre Argentina e Brasil.

O estrago diplomático, aliás, veio antes mesmo da denúncia. No sábado (25/07), durante a convenção do PL, Milei chamou Lula de “presidiário” e classificou o ministro Alexandre de Moraes como “lixo careca”, irritação direta com a proibição de visitar Jair Bolsonaro na prisão domiciliar. O Brasil respondeu chamando o embaixador em Buenos Aires, Julio Bitelli, de volta para consultas, e convocou o embaixador argentino, Daniel Raimondi, para ouvir a “repulsa” do Itamaraty.

Mesmo com a repercussão, a Casa Rosada sinalizou que não vai recuar. Segundo reportagem do La Nación deste domingo (26/07), baseada em fontes do governo, não haverá pedido de desculpas apesar dos xingamentos, Milei também chamou Lula de “ladrão” e “esquerdista”. Um funcionário graduado do governo argentino, ouvido pelo jornal, resumiu o clima: ninguém esperava um ataque desse tamanho, mesmo já sabendo do desgaste entre os dois presidentes.

A viagem não parou na convenção. Milei também esteve no Palácio dos Bandeirantes, onde o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) lhe entregou a Ordem do Ipiranga, a maior honraria do governo paulista, um gesto que reforça o alinhamento entre parte da direita brasileira e o presidente argentino, mesmo em meio à crise diplomática que ele próprio provocou.

Fonte externa

Conteúdo republicado — por Emergentes

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