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A Organização Marítima Internacional (IMO) condenou ataques mortais durante a madrugada contra embarcações perto do Estreito de Ormuz. Os ataques ocorrem após a guerra iniciada em fevereiro por Israel e pelos EUA contra o Irã, e os subsequentes ataques a aliados e bens dos EUA no Golfo por parte de Teerã, com um acordo de cessar-fogo provisório anterior que buscava garantir corredores seguros de navegação.
A escalada mostra que múltiplos navios já foram atingidos no estreito, rota que já chegou a transportar 20% das exportações de petróleo e gás. A IMO pediu contenção e diálogo para proteger marítimos e a liberdade de navegação antes que a crise piore.
“Estamos gravemente preocupados com os últimos ataques”, disse um porta-voz da IMO, acrescentando que a agência trabalha com urgência junto às autoridades para confirmar as circunstâncias. “A IMO condena totalmente esses ataques. O ciclo de escalada precisa terminar.”
A agência marítima vem trabalhando com as partes na região desde que Israel e os Estados Unidos iniciaram uma intensa campanha de bombardeios contra o Irã no final de fevereiro, provocando contra-ataques de Teerã contra aliados dos EUA em todo o Golfo. Os últimos dias registraram uma escalada importante nos ataques, rompendo a frágil trégua provisória estabelecida pelo memorando de entendimento entre EUA e Irã assinado em meados de junho.
Os esforços da IMO para aliviar o fechamento do estreito desde o início das hostilidades incluem o estabelecimento de rotas de evacuação para navios presos na crítica via comercial, por onde costumava passar 20% das exportações mundiais de petróleo e gás natural.
Todas as partes têm a responsabilidade de mostrar contenção, evitar mais escalada e retornar ao diálogo, afirmou a IMO. A escalada que começou na semana passada já viu múltiplos ataques a navios que tentavam navegar pelo Estreito de Ormuz.
“A IMO pede a todas as partes que escolham o caminho que protege a vida dos marítimos e a liberdade de navegação, para que essa situação perigosa não saia ainda mais de controle”, disse o porta-voz da agência.
“Os relatos sobre o fechamento do Estreito de Ormuz são muito alarmantes pelo impacto nos direitos humanos, muito além da região”, disse Volker Türk, chefe de direitos humanos da ONU, na terça-feira. “É uma linha de vida vital da qual milhões dependem.”
As interrupções no fluxo de alimentos, remédios e outras mercadorias essenciais têm graves consequências socioeconômicas e humanitárias, tanto regional quanto globalmente, continuou ele, acrescentando que diplomacia, contenção e desescalada precisam ser prioridade. Os ataques atribuídos a Irã e EUA “precisam parar imediatamente”, disse Türk, pedindo um retorno imediato ao cessar-fogo e sua implementação em conformidade com o direito internacional.
Ao longo dos meses de guerra, a agência marítima da ONU vem monitorando de perto os desdobramentos para proteger mais de 20 mil marítimos na região, incluindo os presos em embarcações incapazes de deixar o Estreito de Ormuz. Em junho, a IMO conseguiu evacuar com segurança cerca de 11 mil marítimos, mas pausou a iniciativa em 25 de junho após uma sequência de ataques. A IMO também participa de uma força-tarefa da ONU dedicada ao Estreito de Ormuz, criada em março de 2026.











